Quinta-feira, 08.01.09

Barreiras

  Torno a dizer: o ser humano fascina-me.

  Basta olhar à nossa voltar e ver as razões para isso. Agora venho falar numa delas. Barreiras. Quantas criámos à nossa volta, quantas destruímos lentamente para chegar a alguém, e quantas simplesmente são transparentes, abertas, prontas para acolher qualquer réstia de calor humano?

 

  A vida transforma-nos, endurece-nos, esfria os nossos corações, e o que nós fazemos? Construímos barreiras para nada nem ninguém tocar, para minimizar e prevenir os danos. Passamos de uma acolhedora aldeia para um castelo dos templários.

  Razões? Há muitas, cada um tem as suas. Soluções? Lutar, contra nós próprios principalmente, se possível com ajuda do outro lado do muro, e ir tirando pedra a pedra, abrindo a porta da nossa alma.

 

  E aqueles que simplesmente deixaram de ter portas? Que são uma pequena aldeia do interior com um SPA de luxo às moscas? Abriram as portas, mas não melhoraram o caminho até elas.

  Razões? Infinitas. Soluções? Lutar, contra o modo como nos relacionamos com os outros, em vez de atraímos visitantes, por vezes espantamo-los.

 

 

 

  Somos incríveis não somos? Como é que um macaco se transformou nesta complicação toda?

publicado por Rita Matias às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 30.11.08

Realidade

  Já há muito tempo que aqui não vinha. Umas vezes por desleixo, outras por falta de assunto, e ainda outras por julgar inútil. Por vezes esqueço-me da minha melhor terapia, escrever tudo o que vai na minha alma, e sofro em silêncio.

  Sexta trouxe boas e más noticias. De manhã tive o desgosto de ver uma das pessoas mais importantes na minha vida banhada em lágrimas, e eu sem nada em que pudesse ajudar. Ela não queria desabafar, eu respeitei, mas não deixei de sofrer por isso. Ainda estou preocupada, mas não quero forçar ninguém a fazer algo que não quer. Assim retraio a minha curiosidade e calo-me.

  À noite recebi uma óptima notícia. Outra das pessoas mais importantes na minha vida está simplesmente radiante. Acaba de ficar "comprometida" e felicidade é uma palavra demasiado genérica para o seu estado de graça. Fiquei feliz, mas apenas por momentos.

 

  Há alturas na vida em que a felicidade dos outros apenas nos mostra a nossa infelicidade, apenas nos faz ver aquilo que somos na realidade. Sexta à noite foi assim. Chorei, irritei-me com o mundo, e recompus-me. De nada vale ficar à espera da sorte grande, de nada vale ter fé no destino, se não aproveitamos o momento. E quando consegui voltar a pensar assim, a paz retornou ao meu espírito.

  Talvez seja a neve da serra, ou o frio do meu quarto, mas eu tenho uma fogueira apagada dentro de mim. Confesso que me sinto só mesmo quando estou acompanhada. Vergonha? Já a perdi à muito...

 

  E no fim, o que resta? A realidade. Essa sim é cruel, não a vida. 

publicado por Rita Matias às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 27.10.08

Escolhas

  Durante toda a nossa vida somos submetidos a escolhas. Carne ou Peixe? Água ou sumo? Calças ou saia?

  Mas com a idade tudo se complica. Questionamo-nos sobre o nosso futuro, sobre aquilo que queremos, e sobre aquilo que somos. Se tudo correr bem, assim através desses parâmetros conseguimos obter a resposta para muitas das questões da nossa vida, mas e quando não conseguimos saber o que queremos pois as escolhas interferem ambas com aquilo que somos. Quando escolher uma parte é renunciar aos nossos princípios básicos, e outra é renunciar aos que nos rodeiam? Como escolhemos quando qualquer uma das escolhas tem inconvenientes? Como sabemos qual é o caminho certo?

publicado por Rita Matias às 16:26 | link do post | comentar
Terça-feira, 12.08.08

Inevitabilidade da vida

  Se há algo de inevitável na vida, algo que a ninguém escapa, que ninguém pode fugir, é da morte. é talvez a mais pura das verdades sobre a vida. Todos iremos morrer.

  No entanto muitas pessoas não gostam de falar nisso, dizem que para viver a vida não devemos pensar na morte. é certo que não devemos de estar obcecados com ela, mas também não é preciso excluí-la por completo da nossa vida e torná-la Tabu. Esse comportamento também não é nada saudável.

  Por isso é que eu me questiono o porque daqueles que são contra o chamado "humor negro", ou porque toda a gente me manda calar quando simplesmente constato que daqui a uma semana poderei já cá não estar. A Morte é uma coisa normal, triste é certo, mas normal. Acontece a todos, e pode acontecer a qualquer momento. Mas é preciso viver assustado com isso? É preciso não falar da morte para poder viver a vida?

  Eu acho que não. A mim o que me assusta não é a morte, mas sim a vida, o facto de não poder conseguir viver tudo o que a vida me dá.

  A única coisa que desejo é poder dizer que vivi a vida plenamente, quando a minha hora chegar.

 

 

 

  Serei louca?

publicado por Rita Matias às 20:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 29.07.08

Relatório anual

Recentemente completei mais um ano de vida.

 

A Rititi já tem 17 anos...

 

 

 

Conclusões:

  1. Tou mais velha, mas continuou fisicamente a mesma. Talvez um pouco mais pesada, mesma altura, mesma tromba!
  2. Cresci! Psicologicamente falando. Nete ano aprendi muito sobre a vida, e sobretudo sobre mim.
  3. Não consegui realizar ainda nada do que tinha proposto a realizar à um ano atrás, o que me leva a uma as conclusões que cheguei sobre a minha pessoa: não consigo cumprir as promessas que faço a mim mesmo...

Resultado:

 

Tá tudo na mesma, embora me sinta muito bem comigo própria nesnte momento da minha vida. Percebi que cometi vários erros durante os anos que passaram, agora só resta tentar não repeti-los.

 

 

...

 

 

Pró ano há mais...

publicado por Rita Matias às 22:24 | link do post | comentar
Quinta-feira, 04.10.07

Afectos

  Hoje venho falar de afectos , de como eles são bons, importantes e de como a sua ausência é maléfica, fria.

  Desde pequena que nunca fui uma pessoa de muitos afectos, sempre tive dificuldade em proferir aquela tão importante frase como "gosto de ti!", sempre fui demasiado tímida, talvez mesmo receosa. Não estou a falar do sexo oposto, estou a falar de afectividade em geral, família, amigos, etc. No entanto tenho ao longo dos tempo tentado modificar esse meu problema, e hoje digo que sou feliz por ter conseguido melhorar. Já não me fecho e descobri com é bom um abraço, uma dar as mãos nos momentos difíceis , um beijo na face por razão nenhuma. Descobri e aprendi o quanto é importante demonstrarmos aos outros o quanto gostamos deles.

  Os afectos podem demonstrar-se de diferentes formas. Através de um simples olhar, de um piscar de olhos cúmplice podemos alegrar alguém para o resto do dia, ou até mesmo salvar alguém que se sente sozinho no mundo. Mas por outro lado a falta de afectos endurece uma relação, torna as pessoas mais distantes, e assim quando surge uma ruptura é muito mais difícil sarar a ferida. Os afectos sobem-nos a auto-estima e curam depressões, por isso lanço um desafio, porque não tentar ser mais afectuoso?

  Eu descobri, parte também à descoberta...

sinto-me: a super a.a.!!!
publicado por Rita Matias às 18:29 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 28.09.07

Dependência...

  O que torna realmente importante uma relação entre duas pessoas é o grau de dependência que uma tem da outra. É certo que por vezes tomamos como objecto central de uma relação os momentos, a intimidade, a cumplicidade, no entanto se  observar-mos melhor podemos dizer que essas coisas vão-nos tornando cada vez mais dependente da vivencia com o outro, uma vez este se vai integrando nossa vida e sem esse outro abre-se uma espécie de buraco na nossa vida, faltando algo para a tornar completa. não estou com isto a dizer que as grandes relações são aquelas em que as pessoas matam-se e esfolam-se para ficarem juntos, atingindo a loucura. Estou sim a afirmar que quando uma pessoa é importante para nós, esta é parte da nossa vida e sem ela esta fica incompleta. Somos seres sociáveis e deste modo necessitamos do contacto com outros seres humanos, no fundo somo psicologicamente dependentes do afecto, gostamos dele e procuramos ter sempre mais um pouco para poder-mos atingir a felicidade .
sinto-me: fungosa!
publicado por Rita Matias às 18:52 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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