Terça-feira, 12.05.09

Súplica

Não me largues!

Não me soltes

liberta ao vento.

 

Dá-me a mão,

agarra-me o coração

e não me deixes partir!

 

Quero ser melhor por ti,

quero ser maior p'ra ti.

Não me deixes,

não me dês a escolher,

porque eu opto pelo fácil.

 

Não, não me soltes!

Não me largues!

Prende-me a ti,

e leva-me para bom porto.

Mostra-me o caminho

e vêm comigo.

 

Não me libertes á minha vontade,

não, não, não!

 

Não me largues,

não me soltes,

porque eu caio

e tenho medo

de mim mesma.

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publicado por Rita Matias às 18:52 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 04.12.08

É assim que te quero, amor

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nossos lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

 

Pablo Neruda

 

Mais uma vez Sophie, obrigada pelos poemas.

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publicado por Rita Matias às 13:19 | link do post | comentar
Terça-feira, 03.07.07

?

" Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser"

 

"Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?"

Fernando Pessoa

sinto-me: pensativa...
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publicado por Rita Matias às 12:40 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 04.06.07

Uma questão de identidade

Ofélie???

Aurélia???
Não! Não! Não!

Seu nome é Aurélie!!!

Ninguém aqui é aldrabão...

 

Rapariga janota,

Amiga do Coração,

Qualquer que seja a fatiota,

És sempre o Sol do meu Verão!!!

 

Não stress, o meu conselho,

Vive a vida com mais tranquilidade,

Pois mesmo que mudes de concelho,

Terás sempre a nossa amizade!!!

 

PS: Este poema é fruto de uma subita inspiração causada pela conversa da Di e da Aurélie, ou seja, da Papaia Diabólica e da Torrão D'Açúcar. ADORO-VOS!!! Beijoos***

sinto-me: inspirada e lamechas...
publicado por Rita Matias às 17:43 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 28.05.07

Uma carta...

  Ao pesquisar um site que conheço, sobre poesia, deparei-me com esta carta:

 

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser perfeito, relaxaria mais, seria mais parvo ainda do que tenho sido, na verdade, poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiénico.
Correria mais riscos, viajaria mais.
Contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui, comeria mais gelados e menos lentilhas, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui dessas pessoas que viveu sensata e profundamente cada minuto da vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. Porque, se não sabem, disto é feita a vida, só de momentos; não perca o de agora.
Eu era desses que não ia a parte alguma sem um termómetro, uma botija de água quente, um guarda-chuva e pára-quedas.
Se voltasse a viver outra vez, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da Primavera e continuaria assim até ao fim do Outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres, brincaria mais com as crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 95 anos e sei que estou a morrer.

 

Não diz o autor, mas adorei. E vocês, como querem viver a vida?

sinto-me: este é 5 estrelinhas!
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publicado por Rita Matias às 23:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Um poema... II

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

 

Florbela Espanca

sinto-me: adr poetas portugueses...
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publicado por Rita Matias às 23:13 | link do post | comentar
Sexta-feira, 25.05.07

Um poema

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

sinto-me: muito dada a poemas...
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publicado por Rita Matias às 20:49 | link do post | comentar | ver comentários (2)

O mundo anda às avessas...

  Sim, este é o estado que melhor caracteriza a minha situação actual, está tudo ao contrário...

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

 

Luís Vaz de Camões

sinto-me: down...
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publicado por Rita Matias às 18:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Domingo, 06.05.07

Quem sou?

Quem sou?

Não sei...

Para onde vou?

Não sei...

 

Só sei que sei que a vida

Tanto ri como causa ferida

Que existe sempre uma porta aberta

E um amigo à espreita

 

Só sei que sei que não vou mudar

Que somente eu, irá continuar

Não serei mais ninguém para lá de mim

Eu, sou eu!!! E serei sempre assim...

 

Quem sou???

Eu!!!

Para onde vou???

Não sei...

sinto-me: poética...
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publicado por Rita Matias às 20:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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