Time to forgive

  Como tudo aquilo que nos magoa, vamos alterando a nossa perspectiva em diversas fases.

 

  Primeiro foi a surpresa, o espanto. Não acreditamos que aquilo aconteceu, que aquela pessoa nos feriu daquela maneira. Não acreditamos e buscamos incansavelmente uma razão. Ficamos irremediavelmente marcados.

 

  Depois, a revolta, a raiva. Simplesmente não aguentamos estar junto da fonte dos problemas, doí demais a mera proximidade. Dado que não percebemos a razão, ainda ficamos mais irritados, esperneando e exigindo que nos expliquem como e porque a nossa vida deu uma volta de 360 graus.

 

  Por fim, o perdão, o conformismo. Tudo fica marcado na memória, e às vezes, ainda vem a revolta. Mas de noite, as lágrimas já não chateiam, e sobretudo, sentimos que estamos prontos para ouvir, abertos a dizer que talvez um dia as coisas voltem ao mesmo, ou pelo menos, a algo semelhante. E mesmo que nada mude, sabemos que aprendemos e crescemos.

 

 

  É assim que me encontro, no início da última fase. Estou pronta, penso eu de que...

publicado por Rita Matias às 18:46 | link do post