Palavras ocas em mentes loucas

  Nestes últims dias várias foram as vezes que pensei em vir escrever. Nunca era a ocasião oprtuna. Talvez a verdade fosse que certas palavras não são para ser escritas, que certos sentimentos são impossivéis de tanspor para o papel. Não sei. Estou aqui agora e apetece-me escrever. Não tenho um assunto definido, portanto aqui vai a miscelândia.

 

  Acho que cresci. Estou verdadeiramente convencida que estes últimos tempos fizeram-me crescer. E isso tanto é bom como é mau. Já nao consigo ver o mundo com os mesmos olhos, não consigo tirar o mesmo partido de uma música ou de um poema. Sinto-me fria e tenho medo do futuro, principalmente daquilo em que estou a tornar-me. Tenho estado distante, fechada no meu mundo, e quando compreendi isso tentei sair, mas custa, é dificil adaptar-me aos que me rodeiam. Por um lado acho que acharme-iam louca se disse-se tud o que penso, tudo mesmo. Por outro eu não consigo verbalizar-me. Exactamente como está a acontecer agora, escrevo mas não consigo dizer tudo. Acho que é inevitável. Cada pessoa tem a sua própria linguagem.

  Entao surge a questão, será que conseguirei algum dia abrir-me completamente? Deixar que os outros me descubram por completo?

 

  Com estas questões quem começa a achar-me louca sou eu própria. Tenho 17 anos porra, que raio de mentalidade introspectiva é esta? Isto não é saúdavel, e os muros que construi a minha volta parecem cada vez mais fortes. Isto não é nada bom, mesmo nada.

 

  Olho para o futuro e a única coisa que sei fazer é suspirar. Que raio de vida é esta? Porque é que quando uma pessoa está feliz consegue tirar a felicidade a si própria?

 

  Eu gosto de mim, eu consio gostar de mim nos dias bons, nos momentos bons como hoje, quando vinha no caminho para casa. A música enchia-me a cabeça e a única coisa que conseguia pensar na vontade que tinha de correr, de gritar gritos irracionais e abrir os braços ao vento que passava por mim. Mas contive-me, e resgojizei sozinha o pedaço de inocência que surgiu de mim. Gosto verdadeiramente desta parte de mim, mas sinto-me totalmente deslocada sempre que ela surge. O que é que se há de dizer, sou uma adolescente.

 

 

  Este texto não vai ter um bom final, tal qual como o principio. Não tenho mais nada a dizer, por isso vou terminar. Deixar o teclado e continuar a viver, porque isso é inevitável.

publicado por Rita Matias às 20:10 | link do post | comentar