Once upon a time a girl who badly belived in life...

  O pior e mais difícil é encarar a realidade. Pelo menos é o que eu penso de momento.

  Doí olhar de frente para aquilo a que chamamos vida, olhar sem esperanças nem receios, apenas observar o que ela é.

  A realidade não tem arestas limadas por contos de fadas, por crenças em seres transcendentes e em almas. Ela é pura e simplesmente um espaço de tempo, um lugar, um corpo. Custa olhar e ver que não somos mais do que um mero objecto animado, vagueando sobre um pequeno planeta neste grande universo. Somos uma partícula, voando ao sabor da chamada "vida".

 

  Mas que raio de coisa é essa? Digam-me, sem crenças, cientificamente falado, o que é a vida?

 

  Algo há de ser, mesmo que seja apenas um nome, uma palavra à qual atribuímos tantos significados. Existem inúmeras perspectivas de encará-la, de lhe dar a voltar e olhar de outro angulo, mas não estaremos apenas a fugir à verdade? Será que a Humanidade criou toda esta panóplia de nomes abstractos apenas para escapar ao doloroso sentimento de sermos apenas animais?

 

  Olho agora de uma maneira diferente para a Vida. Acredito nela, que ela existe, e gostava de acreditar que o Destino também é (ir)real. Pelo menos seria mais feliz, sem ter esta capacidade de ver realmente o que me rodeia. Acredito que pode haver algo transcendente, algo supra terreno, algo que não vem nas ciências, algo mágico que dê significado à passagem do tempo.

 

  A vida é tão mais simples quando eu consigo acreditar, quando eu vejo a vida e não apenas a realidade. Porque ela pode ou não existir, tudo depende dos nossos olhos.

 

 

 

  Tenho de reaprender a olhar, a acreditar.

  Porque o modo como eu vejo a vida é optimo, optimista e sonhador. Porque eu tenho fé na vida, mas não hoje, não agora.

publicado por Rita Matias às 19:01 | link do post