Like a drug to me

  Ligar o leitor de música no tradicional modo aleatório às 2 e meia da manhã tem algo de hipnótico.

 

 

  Não me apetece falar da confusão do costume, das desgraçadas do costume, da chatice do costume. Esta semana finalmente comecei a pensar em mim e por mim, e acho que isso se notou. Talvez ao ver/ouvir que para ela está tudo bem as coisas para mim tenham finalmente evoluído um pouco. Custou? Bastante. Custa? Infelizmente. Custará? Só resta saber quanto...

 

  Mas a semana foi boa, foi feliz, alegre e cheia de gargalhadas, foi amizade e confidência, foi reencontro, foi cinema e pausa no dia-a-dia, foi regresso a casa, foi excelentes notas do meu pequeno, foram horas passadas simplesmente à conversa, foram dias melhores porque há alguém ao meu lado, como o esporão que não deixa a casa desmoronar. E ele não precisa de muito para ser tudo isso, feliz e infelizmente, pois há sempre o reverso da moeda. Não posso precisar assim tanto de uma pessoa, das pessoas, para me sentir bem comigo própria, ou ainda virá o dia em que a parede caí e não há nada que ampare.

 

  Estou feliz, isso é que importa.

publicado por Rita Matias às 02:41 | link do post | comentar