Labirinto

A vida é distante
E o tempo foge
A vida é distante
E o tempo urge
Está quente o Sol
Mas frio o chão
Tudo é ilusão!!!
Não vês o que sinto
No meu labirinto

 

Somos labirintos, sem dúvida, e o meu é dos bem complicados. Ás vezes nem eu sei o caminho de saída e perco-me, sem saber para que lado virar, onde está o norte, qual a melhor opção. Detesto estar perdida.

Costumo dizer aqueles que não me conhecem muito bem que em qualquer lugar onde esteja sei onde fica o Norte, e sei mesmo, raramente estou num sítio onde não me consiga posicionar geográficamente. Posso não saber o caminho, mas sei onde estou e o que ficou para trás.

O mesmo se aplica à minha vida. Preciso de saber qual a direcção a tomar, nem que seja o mero facto de ir para casa, ou passar a tarde com os meus amigos. Não sou um exemplo de organização, mas tenho quase sempre os meus dias grosseiramente delineados, e as indefinições que por vezes surgem dão-me cabo dos nervos.

Por último, e não menos importante, temos o labirinto da vida em si. Tantos obstáculos, tantas quedas e ramos partidos, tantos caminhos, tantas bifurcações... Talvez seja este o aspecto em que me sinto mais perdida.

 

 

Os últimos tempos têm sido bons, mesmo, e eu não estou triste, apenas ansiosa pelo tempo que há de vir, porque o tempo urge. Conseguir definir os meus sentimentos é provavelmente o maior dos meus desafios, com o qual batalho todos os dias. Mas, até ter uma resposta mais concreta, ajuda-me a descobrir, ajuda-me a saber se também és caminho ou apenas pedra a ultrapassar...

música: Labirinto - Tiago Bettencourt & Mantha
publicado por Rita Matias às 19:55 | link do post | comentar