De coração nas mãos

  Hoje venho escrever de coração nas mãos, de peito aberto, alma a descoberto. Hoje falo assim porque não consigo falar de outra maneira, falo o que a mente me diz e comanda aos dedos.

  Sinto-me estranhamente em baixo. Talvez seja a expectativa, talvez o receio, ou simplesmente (e mais provável) a consciência pesada.

 

  Numa amizade podem existir omições? Conseguem as pessoas perdoar o facto de apenas revelarmos os nossos maiores segredos a outras?

 

 

 

 

  Espero que sim, só espero que sim. Amanhã vai ser o dia da libertação, amanhã, depois não. Quer queira, quer não. Amanhã sim, depois não. Custar, custa de certeza. Doer, nunca se sabe. Esperar, para quê?

 

 

  Doi-me o peito por dentro, temendo as consequências do erro que provavelmente cometi.

  Ainda não sei se estava certa, se manter-me calada foi a atitude correcta, e esta indecisão está a corroer-me.

 

 

  Amanhã direi, amanhã saberei...

publicado por Rita Matias às 21:33 | link do post | comentar