Quarta-feira, 17.04.13

Angústia


Angústia
(latim angustia, -ae, estreiteza, contrariedade, aflição)

s. f.
    1. Estreiteza.
    2. Grande aflição acompanhada de opressão e tristeza.



Ter o coração nas mãos por não saber de ti, por estares longe, fora do alcance do meu toque.
publicado por Rita Matias às 23:53 | link do post | comentar
Sábado, 01.12.12

8

Há 8 meses que não escrevo, nem aqui, nem em nenhum lado.

Esta parte de mim, em tempos tão importante, tão crucial, anda parada.

 

Continuam a haver dias em que o formigueiro nasce e nos circuitos neuronais palavras se encadeiam, mas mais do que isso não. Às vezes a poesia reina nesse pedaço de realidade só meu. Outros há em que simplesmente há necessidade, mas não há palavras. Hoje foi simplesmente um ai e tal, bora lá espreitar isto - por vezes é assim que se fazem as melhores escolhas.

 

8 meses, catano! Já tenho 21 anos, isto esta tudo desactualizado e nem sei se alguma vez alguém verá este texto. Essa é a parte boa de apenas escrever quando o rei faz anos, não há ninguém a espera, ninguém a escutar-nos do outro lado, mas temos na mesma aquela sensação de nos abrirmos ao mundo.

 

Muita coisa se passou. Hoje não sou a mesma pessoa, espero que cada vez mais certa daquilo que sou e para onde vou, daqueles que nunca quero perder, daqueles que merecem tudo o que lhes possa dar, dos meus pontos fracos e fortes. Diferente, mas igual, apenas somente um pouco mais velha choné talvez.

 

Sabe bem escrever assim, sem sentido nem propósito, sem rumo. Escrever por escrever e apenas dizer o que me apetecer. E talvez rimar, para ficar bem e alegrar :P

 

Espero voltar antes dos próximos 8 meses ;)

publicado por Rita Matias às 23:57 | link do post | comentar
Domingo, 08.04.12

Oh Regina, Stop It Please...

Sirvo-me da Música como se de uma refeição se tratasse.

 

Tenho o cozinheiro/artista que nos traz alimento para a alma/corpo. Saboreamos, apreciamos, criticamos, repetimos até ficarmos cheios, enfardados... Chegamos a enjoar e não voltamos àquela escolha durante algum tempo. Mas no fim de contas, volta o desejo e tanto os sabores como os sons voltam a encaixar na perfeição daquele sublime momento em que tudo se resumo a desfrutar, devorar, comer, beber, ouvir tudo, sem restar uma única migalha. 

 

Depois, os artistas/cozinheiros inventaram artimanhas para nos manterem entretidos, os chamados aperitivos. Pedaços de perdição, podeis antes dizer! Aguçam-nos os sentidos sem nos dar o pleno de um prato principal, nem o final estonteante de uma sobremesa. Ficamos parados em suspense até as cortinas abrirem para o próximo acto, como me sinto agora que ouço isto e espero até fim de Maio:

 

música: All The Rowboats - Regina Spektor
publicado por Rita Matias às 01:07 | link do post | comentar
Sábado, 21.01.12

Ode a ti

Há dias em que penso que não te conheço, que nunca te cheguei a conhecer. Dias em que me esqueço do teu rosto e da tua voz, e daquele abraço que nunca existiu mas eu conseguia sentir. Dias, em que o Mundo se sobrepôs a nós, em que deixámos as coisas andar e não quisemos perceber e encarar a verdade: não está tudo bem, não é a mesma coisa, não somos iguais ao que éramos à 3 anos atrás.

 

E doí, e aperta o peito imaginar que isto possa ser o princípio do fim. E doí tanto, oh se doí, pensar em todas as promessas que não chegaram a ser cumpridas.

 

Faz-me falta acordar com um suave bom dia, com aquela dose de força e alento matinal, faz-me falta o carinho e a preocupação, faz-me falta sentir que precisavas de mim, que eu também o teu refúgio da vida que tinhas sempre ao teu lado.

 

Há muito sei que não posso confiar em mim, naquilo que sinto, nos meus estranhos pressentimentos, nos meus exageros, mas é tão forte às vezes o medo que se instala, a sensação de falta de controlo, a impotência.

 

 

Saudades de ti, e daquilo que nunca chegámos a dar um ao outro.

publicado por Rita Matias às 01:07 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 11.12.11

O muro

  A minha nova teoria diz que nós somos com um muro: por baixo, nos alicerces, estão aquelas pedras grandes, fortes, que são a chave para manter tudo o resto de pé. Depois, seguem-se camadas e camadas de pedras mais pequenas, mais ou menos encaixadas e heterogéneas. Resumindo, quando tiramos/nos tiram uma dessas pedras mais pequenas, os danos não são muito grandes, às vezes nem se notam, e seguimos em frente, com uma pequena quebra. Mas, no entanto, se uma dessas pedras da base sai, nem sempre todo o muro se mantém de pé.

 

  São raras as vezes que a construção está feita de tal maneira, que a saída de uma dessas pedras de suporte, é colmatada pelas restantes.

 

  Depois, com o tempo, perfilam-se candidatos: uns não encaixam, outros não têm tamanho suficiente, outros simplesmente não querem a função. E a falha lá continua, talvez mais pequena, talvez alguém já lá tenha deixado o seu testemunho e o buraco seja menor, mas continua.

 

  Agora imaginem, o que seria cair outra pedra?

publicado por Rita Matias às 12:54 | link do post | comentar
Sábado, 12.11.11

Devaneios (8)

Just close your eyes and imagine that you are yourself.

publicado por Rita Matias às 01:04 | link do post | comentar

Shake It Out

  O pior da vida é mesmo ter de a suportar: essa criatura que nos arrasta, nos empurra, nos aconchega e maltrata.

 

  Há pequenas coisas que simplesmente servem de gatilho para aquilo que guardamos diariamente vir a tona. E eu tenho escondido tantas, cada vez mais... E as vezes parece que tudo falta, que tudo está longe. Não há dinheiro, as pessoas à nossa volta já não são as mesmas, os risos perdem-se, e os abraços nunca aparecem. Parece que anda tudo tão desencaixado, fora dos carris, como naquele pesadelo que tive em pequena em que ia num comboio e o motorista decidia mudar de linha, como se de um carro se tratasse, e no fim, descarrilávamos e eu acordava.

 

 

  E aqui, quando é que nós acordamos?

sinto-me: Shake It Out - Florence
publicado por Rita Matias às 00:49 | link do post | comentar
Quinta-feira, 29.09.11

New Beginning

  Sou demasiado dependente dos outros, ponto final.

 

 

  É duro de ouvir e de saber que é verdade, mas é ainda mais difícil de mudar - mas vou conseguir.

  20 anos e esta é talvez a lição que à muito sei ser verdade mas não quero encarar. Depois, há momentos em que nos sentimos na lama, em que nos lembramos de todas as bestas que nos viraram a vida do avesso, em que as odiamos e queremos abanar até ouvir alguma desculpa, alguma explicação, em que sentimos que precisamos de falar, mas os de sempre não podem e aparece alguém no nosso caminho e nos dá novas perspectivas, e tudo, volta a ter um rumo depois da tempestade.

  Agora talvez consiga e ganhe aquilo que as vezes me falta, amor-próprio.

publicado por Rita Matias às 23:17 | link do post | comentar
Quarta-feira, 27.07.11

Carros

Não, não fui ao cinema e venho falar do filme, mas sim da minha relação com os carros.

 

Talvez por  ser filha única, desde pequena que costumo acompanhar o meu pai nas suas actividades, que em grande parte envolvem carros, camiões, mecânica e afins. Para além disso, sempre andei muito de carro, sendo da praxe cá em casa uma "viagem" ao Domingo, nem que fosse a Castelo Branco, ou simplesmente ver este ou aquele terreno.

 

A minha mãe também conta que quando era pequena, eles chegavam a levar-me a dar uma volta para simplesmente me adormecerem. Ainda hoje é o local onde adormeço com maior facilidade. Deve ser do embalar do movimento, pois do conforto não me parece.

 

Também herdei do meu pai o gosto por carros, pela velocidade, pelas corridas e ralis, pelos Mercedes-Benz, etc. Filho de peixe sabe nadar.

 

 

Por tudo isto, e principalmente porque para poder ganhar alguma liberdade de movimentos e não estar sempre dependente dos meus pais ou transportes, aos 18 tirei a carta. Custou, foi difícil e com várias atribulações, e chato, muito chato, porque tive oportunidade de tudo correr as mil maravilhas e desperdicei-a no último momento, mas não vou agora entrar aqui em detalhes. Já está, já passou e ela já cá canta.

E agora, bem, é finalmente aprender a conduzir, pois isso só se aprende na estrada como se costuma dizer.

 

Abri há pouco um novo capítulo desta aprendizagem, um que muitas pessoas nunca chegam a ler, nem ninguém quer tocar - acidentes. Pois, é verdade, ainda nem dois anos de carta tenho e pimba, acidente. Com semáforos a mistura e tudo. Pelo menos ninguém se aleijou...

No entanto, por vezes dizer isto não serve de consolo, não quando os danos pesam e os tempos são de crise. Não quando o futuro é tão negro.

 

 

Esta é mesmo daquelas situações em que digo, penso e sinto que só queria poder voltar atrás.

publicado por Rita Matias às 22:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 13.07.11

20 no corpo

Quanto à alma, não sei quantos são...

 

Com isto, estou velha :D mas estou feliz. Sei com quem posso contar, sei que haverá alegrias e tristezas, tempos difíceis e a alturas de puro relax, mas sei que tenho comigo pessoas capazes de me deixarem sempre com um sorriso nos lábios.

Obrigado a todos, por tudo.

publicado por Rita Matias às 15:51 | link do post | comentar

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